quinta-feira, 11 de maio de 2017

Harley-Davidson Street Glide Special, prazer em pilotar


Modelo 2017 da fabricante norte-americana ganhou o motor Milwaukee-Eight 107, com 10% a mais de torque, e nova suspensão


Harley-Davidson Street Glide Special ano 2017: elegância, estilo e potência
Por Jorge Massarolo

Viajar com estilo, elegância, potência no acelerador e ouvindo uma boa música. Não, não estou falando de um carro, mas sim da Harley-Davidson Street Glide Special ano 2017, uma motocicleta touring pra lá de especial. Acelerei a icônica moto da fabricante norte-americana, que agora vem equipada com o novo motor Milwaukee-Eight 107, o 9º na linha sucessória da marca, e nova suspensão.

Considerado pela fabricante um dos motores mais potentes e de desempenho mais extraordinário da história da H-D, o novo propulsor, de 1.750 cilindradas cúbicas, produz até 10% mais torque que o modelo anterior, é mais econômico, oferece uma resposta mais rápida à aceleração e, segundo a fabricante, reduziu em 75% a vibração quando em marcha lenta, graças ao novo sistema de contrabalanceamento interno.


Conforto a bordo para longas viagens























“O novo Milwaukee-Eight carrega a herança dos motores Big Twin produzidos pela Harley-Davidson, no entanto, é um novo motor, com melhor desempenho, durabilidade e novo estilo”, explica Alex Bozmoski, chefe de Engenharia Mecânica da empresa. Mantendo a angulação de 45 graus clássica dos motores Harley-Davidson V-Twin, o Milwaukee-Eight apresenta cabeçotes de quatro válvulas que oferecem 50% mais fluxo de admissão e escapamento. Os novos propulsores são oferecidos em duas configurações: o Milwaukee-Eight de 107 polegadas cúbicas de deslocamento e 1.750cc em duas versões, Air-Cooled e Twin-Cooled, e o Twin-Cooled Milwaukee-Eight 114, de 1.870 cilindradas. A Harley-Davidson não divulga a potência.


De acordo com a H-D, ele é 11% mais rápido de 0 a 100 km/h e de 100 a 120km/h que o modelo anterior. Ele mantém o mesmo peso, por isso, a potência extra contribui para melhor desempenho da aceleração. Outra melhoria é que ele dissipa bem o calor, não esquentando as pernas do piloto e do passageiro, devido ao novo sistema de escapamento.

Apesar de a empresa dizer que a vibração diminuiu, ela
ainda faz os braços tremerem em marcha lenta
Não há a menor dúvida da potência deste motor. Ao acionar a ignição, tem-se a impressão de estar ligando um carro. É um ronco forte e basta tocar de leve no acelerador que ele responde de imediato. É um show de máquina. No entanto, a prometida redução de vibração não foi sentida. Parado em marcha lenta no semáforo os braços tremem bastante.

Outra mudança significativa foi na suspensão, que ficou mais macia e aderente ao solo. Os novos amortecedores traseiros pressurizados oferecem de 15% a 30% mais ajustes de pré-carga do que os antigos, sem a necessidade de ferramentas, basta girar um botão. A suspensão dianteira Showao, com tecnologia derivada das corridas, tem funcionamento linear e peso reduzido. O diâmetro do garfo foi aumentado para 49mm, um ganho de 18%. O modelo têm freios Brembo combinados com ABS e Reflex, isto é, os freios dianteiros e traseiros são conectados eletronicamente para oferecer a quantidade de frenagem certa para cada pneu, independentemente das condições da estrada.

Rainha da estrada

Painel da Street Glide é completo, colorido e permite a conexão com vários equipamentos


Pilotar uma Street Glide é um charme, mas controlar seu enorme porte e peso (376kg) exigem habilidade do piloto. Obviamente, não é uma moto para brincar no trânsito. Seu destino é a estrada, onde ela se sente rainha. E qualidades não lhe faltam.

Além do conforto do banco, esculpido em um formato mais profundo e contornos estreitos na parte da frente, para aliviar a pressão sobre as coxas, ela oferece regalias que garantem um passeio ou viagem tranquila. Os bagageiros laterais são extremamente úteis e têm capacidade para levar até 69 litros em bagagens, podendo ser abertos ou fechados em um toque. O tanque, com 22,7 litros, garante uma autonomia razoável. Não foi possível fazer uma média de consumo, mas presume-se que um motor de 1.750cc não seja lá muito econômico.

Pilotar ouvindo uma boa música é o que há de bom. O sistema de som da Street Glide, formado por rádio BOOM Box 6.5GT, oferece 75 watts por canal e inclui um novo sistema de compensação, que não se limita a alterar o volume em velocidades diferentes. Ele muda o nível dos graves e agudos para conseguir o melhor som – não importa se você está mantendo a velocidade em uma via ou acelerando em um trecho aberto de estrada. O som é reproduzido por alto-falantes instalados em caixas vedadas.

Baús podem levar até 60 litros em bagagem
Se você não quer ouvir rádio, basta conectar seu iPhone, iPode ou outros aparelhos compatíveis em uma porta USB. Ou então, reproduza as músicas do seu celular via bluetooth. Fiz isso em uma viagem ao pôr do sol e a sensação é maravilhosa.




O painel da Street Glide, acoplado na ampla carenagem, é formado por um display de 6,5 polegadas, colorido, com touch screen, que coloca todas as informações na sua frente, de fácil leitura. Apesar de tudo isso, o GPS na moto avaliada estava desatualizado. Não constava o prolongamento do anel viário da rodovia Anhanguera até a Bandeirantes, inaugurado em dezembro de 2015.




A lista de acessórios e qualidades na moto é grande, mas o fato é que pilotar uma Harley-Davidson nunca foi tão bom. A Harley-Davidson Street Glide Especial é bonita, tem um visual limpo e oferece o que todo motociclista gosta, potência, velocidade e conforto. É um estilo de vida.












quarta-feira, 26 de abril de 2017

Modelo 2017 da BMW F 800 GS vem como dois modos de condução e acelerador eletrônico



BMW F 800 GS, modelo 2017 vem nas cores preto, cinza e branco: novos grafismo, protetor de cárter e mais tecnologia embarcada - Foto: Divulgação


Por Jorge Massarolo

Chega nos próximos dias à rede de concessionárias autorizadas BMW a F 800 GS, ano 2017, com mudanças significativas em relação ao modelo anterior. Em termos de tecnologia, a motocicleta passa a oferecer, de série, acelerador Ride-by-Wire (sem cabo), os modos de condução Rain (pista molhada) & Road (estrada), que têm como função gerenciar as respostas de aceleração e frenagem, atuando em conjunto com os sistemas ABS e o controle automático de estabilidade (ASC). A fabricante ressalta que todas as melhorias não alteraram o preço final da moto, que é de R$ 45.900,00. Ela vem nas cores preto, cinza e branco.

A lista de aprimoramentos inclui novo escapamento em aço inox, com desenho mais moderno; painel de instrumentos, que passa a exibir novos layout e grafismos nos mostradores analógico e digital. Além dos itens de série já citados, ela tem amortecedor traseiro com ajustes de retorno e pré-carga, regulagem dos manetes de freio e embreagem, freio dianteiro com disco duplo, imobilizador eletrônico, lanterna traseira em LED, para-brisa alto, protetores de cárter e mãos, rodas raiadas, tomada de 12V e transmissão por corrente.

A motocicleta será disponibilizada com pacote Premium que acrescenta ainda ajuste eletrônico de suspensão (ESA), manoplas com aquecimento, computador de bordo, luzes indicadoras de direção em LED, cavalete central e controle automático de estabilidade (ASC). Lançada no Brasil em 2009, a big trail é produzida desde o ano passado na nova fábrica da BMW em Manaus.

Acelerando o modelo 2016 poucos dias antes do lançamento
do modelo 2017: força, robustez e banco alto
Foto: César Rodrigues























As mudanças eram mais que necessárias diante do crescimento das concorrentes no mercado, especialmente da Triumph Tiger 800, que já conta com três modos de condução (road, off-road e rider ajustável) e controle de velocidade cruzeiro. 

Modelo 2016
Poucos dias antes do lançamento do atual modelo, acelereiu a versão 2016, que havia passado por facelift, com mudanças na carenagem, aletas laterais pintadas de prata, novo acabamento no tanque e grafismos no painel de instrumentos, entre outras mudanças. 

A motorização não mudou. O modelo 2017 mantém a forte arrancada e robusta aceleração, garantidas pelo motor de dois cilindros e quatro válvulas de 798 cilindradas, que geram 85 cv de potência (a 7.500 rpm), tem torque máximo de 83 Nm, a partir de 5.750 rpm, conectados à caixa de marchas com 6 velocidades. Além disso, pode-se dizer que é econômico para a cilindrada. Fez a média de 21 km/l rodando estrada, terra e cidade. O tanque tem capacidade para 16 litros, sendo 4 de reserva. 


Manobras
A ciclística continua sendo um ponto forte e garante rápidas mudanças de trajetórias e facilidade de manobra em baixa velocidade. A BMW F 800 GS se comporta muito bem no trânsito pesado, responde rápido ao acelerador e tem potência de sobra. Sua leveza - 207kg  com todos os fluídos -, ajuda muito. Em estradas de terra ela se sente em casa. Somente é preciso desligar o controle de tração para fazer o pneu traseiro jogar pedras para trás, caso contrário, o sistema inteligente corta a aceleração. As rodas raiadas, de 21 polegadas na frente e 17 na traseira, respondem muito bem e garantem uma boa diversão. 

O quadro é de aço tubular treliçado, com o motor atuando como elemento estrutural.  A suspensão dianteira é formada por garfo invertido de 45mm e a balança traseira é de alumínio com amortecedor centralizado. Os ajustes eletrônicos permitem três modos de suspensão, conforto, normal e sport, que mudam a rigidez do amortecedor. Para segurar a fera, a BMW equipou a F 800 GS com sistema de freios de alto desempenho BMW Motorrad ABS, com disco duplo flutuante na frente de 300mm, e simples atrás de 265mm.



Motocicleta adora pegar uma estrada de terra, mas é preciso
desligar o controle de tração para jogar poeira para trás
Foto: César Rodrigues





















Ponto negativo, se é que se pode considerar negativo, é o banco a 895 milímetros do chão, um problemão para baixinhos. Acima de 140km/h é possível sentir uma leve vibração nas pedaleiras. Também seria conveniente instalar um protetor no escapamento para evitar queimaduras, como ocorreu com minha garupa ao descer da moto. O para-brisa fixo, e baixo, não ajuda a desviar o vento, que é jogado no capacete do piloto, causando turbulência. 

Painel
Destaque para o painel digital completo, com computador de bordo, indicador de marcha, horário, consumo instantâneo, médio, hodômetros total e parcial, marcador de temperatura, tudo facilmente acionado em um botão no manete esquerdo. O conta-giros e o velocímetro são analógicos, no entanto, os números do velocímetro estão muito próximos, o que dificulta saber exatamente a velocidade num rápido bater de olhos.


Conforto e pegada forte na trilha ou asfalto
Foto: César Rodrigues

Motociclista adora ouvir o ronco do motor, que é a característica de uma motocicleta. O da F 800 GS é discreto e grave, bonito de se ouvir, que demonstra potência e força. Enfim, é uma motocicleta para “toda obra”, com um DNA aventureiro, pronta para enfrentar qualquer desafio off-road e on-road, e capaz de levar seu piloto para aventuras mundo afora com conforto, tecnologia e motorização. Basta montar seu roteiro e boa viagem. 






sexta-feira, 21 de abril de 2017

Motorcycle Rock vai agitar Limeira em maio




A cidade de Limeira, no interior de São Paulo, será palco de mais um encontro de motociclistas. No primeiro final de semana do mês de maio, nos dias 4, 5, 6 e 7, Limeira vai sediar a edição 2017 do Motorcycle Rock Limeira. Além de muito rock’n’roll, com a apresentação de diversas bandas cover, o evento, que será realizado no Horto Florestal, irá reunir o melhor da cultura motociclística.

Com a expectativa de receber cerca de 60 mil visitantes, o evento contará com uma infraestrutura grandiosa. Será montado um pequeno shopping que irá abrigar as principais marcas do segmento e inúmeras lojas de assessórios. Esta edição do Motorcycle Rock Limeira contará ainda com um bar temático, com exposição de motos clássicas e Café Racers e venda de cervejas artesanais. Já a praça de alimentação será ampliada e terá no cardápio a opção por lanches mais sofisticados e Food Trucks.

Mas o grande atrativo do Motorcycle Rock Limeira está no palco. A experiência de assistir aos shows será ainda mais emocionante com o gigantesco painel de LED de 15 metros comprimento e uma megaestrutura de iluminação que serão montados na parte superior do palco. E para animar os visitantes, nada melhor do que o bom e velho rock’n’roll. A agenda de apresentações desta edição contará com as bandas cover de Guns N'Roses, AC/DC, Queen, Creedance, entre outras.

Para participar do Motorcycle Rock Limeira basta retirar as entradas no local. O pacote para os três dias custará R$ 20 e o ingresso para apenas um dia de evento, R$ 10. Já na quinta-feira (4), abertura do evento, a entrada será liberada.

Agenda de Shows !!  

Quinta (4) - Abertura dos portões: 19h - ENTRADA FRANCA
Shows com  O Rappa e Eu, a Véia e os Caras

Sexta (5):  Abertura dos portões: 18h
Show com Guns N’Roses, AC/DC, Kiss 

Sábado (6): Abertura dos portões: 12h
Show musicais com: Desmo Band, Evil Barbucue, System OF a Down & Linkin Part,  Aerosmith, Queen e Ozzy Osbourne;
Freestyle Motocross - 22h

Domingo (7): Abertura dos portões: 10h
Dirtymad, Creedence, Laranja Oliva, Legião Urbana
Freestyle Motocross - 15h
Entre outras atrações como:  motorcycle girls, tirolesa, barbearia, tatoo e acessórios.

* Programação sujeita a alterações sem prévio avise.



SERVIÇO:  
Motorcycle Rock Limeira
Quando: dias 4, 5, 6 e 7 de maio de 2017;
Onde: Horto Florestal de Limeira;
Endereço: Via Prefeito Jurandyr Paixão de Campos Freire, km 4, s/n - Tatu, Limeira (SP)
Entrada: R$ 10,00 por dia. Pacote para os  três dias de evento:  R$ 20.
Quinta-feira - ENTRADA FRANCA

Confira o clipe oficial do Motorcycle Rock Limeira de 2017: http://migre.me/wiyaH



Fonte: Assessoria de imprensa do evento





quinta-feira, 13 de abril de 2017

Yamaha MT-07, sinônimo de adrenalina e agilidade



Yamaha MT-07 na cor vermelha metálica (Magma red): bonita que só ela
Fotos: Élcio Alves
 Texto: Jorge Massarolo

Rápida, fácil de pilotar e estilosa. Estes três adjetivos talvez sejam insuficientes para definir a MT-07, a bicilíndrica da Yamaha que cada vez mais vem ganhando admiradores com seu design agressivo, performance e tecnologia de ponta. Lançada em 2015, a integrante da família Master of Torque da Yamaha (MT) é uma máquina de 700 cilindradas que pode ser usada no dia a dia, ou para dar aquele passeio descontraído no fim de semana. Conforto, praticidade e energia não lhe faltam. Além de tudo, é econômica para a categoria. O preço sugerido pelo fabricante para a versão ABS 2017 é de R$ 31.690,00. 

No ano passado experimentei as duas irmãs mais “velhas” da 07, a MT-09 e a Tracer, motos explosivas em aceleração e desempenho, e devo dizer que a MT-07, apesar de menor potência, segue a mesma linha da família.


Visual da MT-07 transmite a sensação de velocidade, agilidade e leveza




















A força desta máquina vem do motor desenvolvido especialmente para ela, um DOHC com dois cilindros em linha, baseado na tecnologia Crossplane, de 689 cilindradas que alcançam 74,8 cv a 9.000 rpm, e torque de 6,9 kgfm a 6.500 rpm. Isso significa que a resposta ao giro do acelerador é instantânea e o piloto tem que dosar a mão para não ver a moto ir embora sozinha. Não há controle de tração ou mapeamento do motor, o que faz dela uma moto “selvagem”, mas controlada. O motor também é econômico para a categoria. Na avaliação feita pelo Correio o consumo ficou entre 20km/l e 23km/l, tudo depende da mão do piloto.


Estilo naked deixa toda musculatura à vista: força do  motor





















A MT-07 carrega o que a Yamaha chama de "visualização de performance", onde o design transmite a sensação de velocidade, agilidade e leveza, características comuns à toda família MT. É possível enxergar esses traços em detalhes, como o desenho em “Z”, formado pelas entradas de ar e a ponteira do escapamento. Design reforçado pelo tanque de combustível, com capacidade para 14 litros, no formato poligonal com painéis laterais de plástico, onde ficam as entradas de ar, farol em forma de diamante (que ilumina muito bem) e também na traseira elevada, onde fica a lanterna em LED.

O assento para o passageiro, a 805 milímetros (mm) do chão, em formato triangular e bipartido, reforça a silhueta esportiva. Já o banco do passageiro, mais elevado e com fina camada de espuma, oferece pouco conforto.

Visual futurístico e motor esperto garantem um belo passeio























Graças ao seu porte “esbelto”, 745mm de largura, ela manda muito bem nos corredores entre os carros e tem um bom ângulo de esterço, facilitando enormemente as manobras. É como se estivesse pilotando uma moto de 250 ou 300 cilindradas. A posição de pilotagem é confortável e não cansa mais que o normal, no entanto, a falta de carenagem faz o piloto brigar com o vento na estrada.

É uma naked com toda musculatura e nervura exposta. O que não poderia ficar bem em outra moto, na MT-07 fica bonito, deixa transparecer força e agilidade. Ela pesa 179kg na versão Standart e 182kg na versão com ABS. O quadro de aço foi projetado para deixar ela leve, compacta e ágil.

A suspensão dianteira é do tipo garfo telescópico, com 130mm de curso e 35mm de diâmetro interno, e a traseira é Monocross, com nove tipos de regulagem. O conjunto garante uma pilotagem esportiva e faz a MT-07 encarar muito bem as curvas, transmitindo segurança ao piloto. Os freios são formados, tanto na versão ABS como STD, por dois discos flutuantes de 282mm na dianteira e um de 245mm na traseira. São ariscos, basta beliscar manete e pedal.
























As leituras de desempenho do motor, e também do piloto, são facilmente visualizadas no painel digital. Com display em LCD, ele tem relógio, indicadores de marcha e combustível; o conta giros em barras, entre 4.000 a 8.000 rpm indica, além da rotação, a faixa de maior torque. Ainda tem hodômetro total e parcial, consumo médio, instantâneo, hodômetro parcial de reserva de combustível, temperatura do líquido de arrefecimento, temperatura do ar de admissão e o indicador “Eco”, que mostra quando o motor está trabalhando na faixa econômica.

Painel em LCD é completo e oferece uma boa leitura ao piloto: indicador de marcha, rpm em barras e computador de bordo





















Graças a soma destas características e a boa tecnologia embarcada, a MT-07 vem crescendo nas vendas ano a ano, superando a irmã, digamos assim, mais velha e muito querida por uma legião de fãs, a XJ6 (o ronco do motor não é igual da XJ, mas é grave e encorpado). Se você quer uma moto ágil, bonita, potente, e divertida, a MT-07 é a pedida.





Yamaha chama proprietários da MT-09 e Tracer para recall


Modelos MT-09 e MT-09 Tracer são chamados para troca do suporte do guidão




A Yamaha Motor da Amazônia Ltda. convoca os proprietários das motocicletas modelos MT-09 e MT-09 TRACER, modelos 2015 a 2017, conforme numeração de chassis abaixo, para entrarem em contato com uma concessionária autorizada para agendar a substituição gratuita dos suportes do guidão.





Motocicleta
Modelos
A partir do chassi
Até o chassi
MT-09
2015 a 2017
9C6RN3520F0000001
9C6RN3520H0000300
MT-09 TRACER
2016 a 2017
9C6RN3550G0000011
9C6RN3550H0000660


Embora não se tenha conhecimento da ocorrência de acidentes no Brasil, caso seja aplicada frequente força excessiva sobre o guidão, poderá ocorrer o desgaste da pintura da base dos suportes do guidão, e em situações extremas o desprendimento do prisioneiro em decorrência da vibração do motor, permitindo o deslocamento do guidão da posição original.

Tempo médio de atendimento: 30 minutos.

Mais informações pelo site www.yamaha-motor.com.br
ou ligue para 0800 774 3738, no horário comercial.



sábado, 18 de março de 2017

Yamaha XJ6N 2018 chega com mudança de cores, grafismo e regulagem do banco





Yamaha XJ6N ABS na cor Racing Blue (azul metálico): novas cores e novo grafismo
Fotos - Divulgação Yamaha




















Texto - Jorge Massarolo

Apaixonados e doidos pela Yamaha XJ6N ABS podem ficar tranquilos. O modelo, reconhecido pelo seu design esportivo, robustez, potência e ronco do motor, chega às concessionárias da marca com novas cores, grafismos e agora também com regulagem na altura do banco. Ela vem nas cores nas cores Racing Blue (azul metálico) e Matt Grey (cinza metálico) com o preço sugerido pela fabricante de R$ 33.990,00.

Fora esse “facelift”, continua tudo igual na naked, que todos os anos é ameaçada de “extinção” por boatos nas redes sociais. A boataria começou quando a MT-07 foi lançada, em 2015. A verdade é que dados da Abraciclo, (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas) mostram que a XJ6 vem perdendo em vendas para a MT. No ano passado a MT-07 vendeu praticamente 500 unidades a mais que a XJ6 (1.417 para MT-07 e 919 para XJ6). Mas isso não significa sua retirada do mercado, garante a marca japonesa. “Não temos nenhuma informação sobre a descontinuidade da XJ6, um modelo muito inspiracional e que tem fãs cativos”, garante a assessoria de imprensa da Yamaha.

Que assim seja. Sempre ouvi muitos elogios sobre a XJ6N e considerava até um certo exagero. Mas ela me surpreendeu. Em um teste ride o que mais impressionou é a capacidade que ela tem de resgatar velocidade “lá de baixo” e levá-la ao máximo em questão de segundos. Em sexta marcha, a 60km/h, você puxa o acelerador e a velocidade vai subindo, sem o motor “cabecear”, passa dos 100km/h, 120km/h e continua subindo. Uma maravilha e bastante útil tanto no trânsito pesado da cidade como na estrada, pois evita a troca constante de marchas.

Ronco grave


Outra característica marcante é o seu ronco grave, forte, que apaixona logo de cara e faz você querer acelerar mais. Esse ronco, porém, também me fez pensar que estava sobrando motor mesmo em sexta marcha, e aí, de vez em quando ficava cutucando o pedal à procura da sétima marcha. Nesta hora faz falta o indicador de marcha. Falando em ronco, já que ele enfeitiça os apaixonados como o canto da sereia, o escapamento é um detalhe importante. É um 4-2-1 que termina em uma pequena ponteira localizada sob o motor, onde está alojado o abafador e o catalisador. Além de bonito, concentra a massa da moto e melhora o centro de gravidade.
Yamaha XJ6N ABS na cor Matt Grey (cinza metálico)




















A elasticidade da XJ6N vem do motorzão de 600 cilindradas, 16v DOHC, refrigeração líquida, de quatro cilindros em linha, que geram 77,5 cavalos de potência a 10 mil rpm (torque máximo a 6,08 Kfg a 8.500 rpm), distribuídos por uma transmissão de seis velocidades. O torque e a potência são lineares, ou seja, a velocidade vai subindo gradualmente sem trancos no acelerador. Isso a torna moto rápida, fácil de conduzir no trânsito e confortável na estrada. Claro, como toda naked, o piloto segura o vento no peito, o que torna uma longa tocada mais cansativa.

Para segurar esta fera a Yamaha adotou freios ABS duplo de 298 milímetros de diâmetro na dianteira e simples de 245 mm na traseira. A suspensão traseira monocross conta com sete regulagens, a gosto do piloto. O chassi é do tipo diamante em tubos de aço com as dimensões e a geometria desenvolvidas para assegurar uma ótima maneabilidade. Ajudam nesse desempenho o pneu dianteiro com as medidas 120/70 e o traseiro de 160/60, ambos da marca Metzeler.

Painel


O elegante painel digital vem com o básico: velocímetro, hodômetro total e dois parciais (trip1 e trip2), mais hodômetro (f-trip) - que conta quantos quilômetros ainda é possível rodar com a gasolina reserva -, marcador do nível de combustível e relógio digital, além de luzes espias, incluindo a indicativa do sistema imobilizador. Já o conta-giros é analógico, perfeito para os esportivos que adoram ver o ponteiro chegar ao limite vermelho. Ah, detalhe importante, a clássica da Yamaha não tem controle de tração nem mapeamento do motor. É tudo na raça.

Os baixinhos não precisam se preocupar com a pilotagem. A altura padrão do banco é de 785 milímetros - a Yamaha não especificou de quantos milímetros será a regulagem. O peso líquido é de 210kg, e a capacidade do tanque de 17,3 litros, sendo 3,2 de reserva. Na avaliação, que incluiu um bom trecho de estrada e uso urbano, o consumo médio ficou em 17km/l. Digamos assim, um consumo um pouco alto para a cilindrada, já que não houve nada exagerado no modo de pilotagem.


Além destas características técnicas o que agrada os apaixonados pela XJ6 N é o design esportivo e agressivo. As tomadas de ar com efeito de fibra de carbono, a carenagem do farol na cor da motocicleta e o banco bipartido com uma boa distância da roda traseira, chamam a atenção. Atração que me rendeu um belo susto logo nos primeiros quilômetros com a XJ6, na Via Dutra, em Guarulhos. Andando dentro dos limites de velocidade da rodovia, percebi pelo retrovisor que uma moto com garupa se aproximava rapidamente. Os caras emparelharam e buzinaram. “Agora ferrou”, pensei. Que nada, apontaram para a moto, sorriram, fizeram sinal de positivo e foram embora. Ufa!!!  Em semáforos, era comum outros motociclistas ficaram olhando e comentando sobre a moto.

Trabalhando bem em baixa e média rotação, a XJ6N serve para quem gosta de esportividade, conforto, quer impressionar e se divertir, aproveitar uma estrada e até curtir toda a sua potência em pistas fechadas. É pura emoção sobre duas rodas.