sexta-feira, 23 de junho de 2017

BMW G 310 R estreia no segundo semestre por R$ 21.900
























A roadster BMW G 310 R, que marca a entrada da BMW Motorrad no segmento de motocicletas abaixo de 500 cilindradas nacional, já está sendo produzida na nova fábrica própria do BMW Group em Manaus (AM) e fará sua estreia na rede de concessionárias autorizadas no segundo semestre deste ano ao preço sugerido de R$ 21.900.

"E mais que marcar o início de uma nova história da BMW Motorrad no Brasil, a nova BMW G 310 R reflete, em muito, o espírito da marca de inovar e quebrar paradigmas", afirma Federico Alvarez, diretor da BMW Motorrad Brasil. “Desenvolvida na Alemanha e produzida no Brasil, teremos um foco total na qualidade deste novo produto, que passa pela fabricação até a atenção especial ao pós-vendas”, complementa o executivo.

A nova BMW G 310 R é a primeira motocicleta produzida no País, na fábrica própria do BMW Group, em Manaus (AM), a partir de um novo ciclo de investimentos, no valor de 4 milhões de euros, aplicado na aquisição de novas tecnologias e equipamentos para produção de novos modelos e no treinamento dos funcionários e colaboradores envolvidos nos processos de manufatura.

Revelada ainda como uma moto-conceito no Salão Duas Rodas de 2015, em São Paulo, a nova BMW G 310 R se diferencia pelas dimensões compactas e pelo desenho arrojado, sem deixar de lado o espírito de uma verdadeira roadster caracterizado pela agilidade em ambiente urbano e vigor na estrada. A nova motocicleta também se destaca pelo conforto garantido pela posição excepcional do assento, pelo display de LCD (cristal líquido) no painel de instrumentos de fácil visualização, e pelos comandos acessíveis ao piloto. A moto também oferece um alto nível de ergonomia e segurança ao ocupante.

A nova G 310 R é impulsionada por um motor de 313 cm³, refrigerado a água, com comando duplo de válvulas e injeção eletrônica de combustível. O bloco monocilíndrico é capaz de gerar 34 cv de potência (a 9.200 rpm) e torque máximo de 28 Nm (disponíveis a 7.500 rpm). Considerando seu baixo peso (158,5 kg), a roadster da BMW oferece uma condução ágil e divertida, ideal para encarar o trânsito das grandes cidades brasileiras. 

Fonte- Assessoria de imprensa da BMW

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Triumph lança novas Bobber e Street Scrambler no mercado brasileiro


Street Scrambler

A Triumph lança no Brasil as novas motocicletas clássicas da família Bonneville: Bobber e Street Scrambler. Os modelos chegam com preços de R$ 41.990,00 (Street Scrambler) e R$ 49.990,00 (Bobber) e ampliam ainda mais o leque de motocicletas clássicas da marca – que já contava com outros cinco modelos no País: Street Twin, Street Cup, Bonneville T120, Bonneville T120 Black e Thruxton R.

Atualmente, as motocicletas clássicas representam para a Triumph, no mercado nacional, cerca de 25% das vendas totais da marca. “Nossa intenção é ampliar esta participação nos próximos anos, chegando a 30% no final do próximo ano e atingindo pelo menos uma fatia de 35% das nossas vendas até 2020”, explica Waldyr Ferreira, Diretor Geral da Triumph Motorcycles Brazil. “No mercado internacional, as clássicas já alcançaram uma participação de 50% das vendas da marca e a expectativa é ampliar ainda mais este percentual até 2020”, acrescenta.

Os novos modelos Bobber e Street Scrambler deverão atingir, no total, um volume de vendas em torno de 380 unidades no próximo ano. A Street Scrambler tem como público-alvo, na avaliação da fabricante inglesa, um consumidor clássico e moderno ao mesmo tempo, que prefere atitude, elegância e estilo mais rústico e focado no off-road, mas que também busca uma moto bonita, divertida e que ofereça conforto em todos os tipos de estrada. Já o comprador de uma Bobber deseja uma motocicleta clássica moderna, mas busca uma experiência de pilotagem mais emocionante. Ele é atraído pelo belo design e estilo da moto, e procura por um modelo icônico, realmente especial.

BONNEVILLE BOBBER


Triumph Bobber
As motocicletas de estilo bobber nasceram logo após a Segunda Guerra Mundial , na década de 40, por meio dos soldados que voltavam para casa e buscavam emoção em duas rodas. Utilizando como base, muitas vezes, motocicletas que haviam sobrevivido à guerra, eles customizavam as motos em garagens caseiras, utilizando ferramentas simples. O objetivo era tornar a motocicleta a mais despojada possível, retirando tudo que fosse considerado “supérfluo”, como para-lamas pesados, proteções e luzes indicadoras. Depois de prontas, elas disputavam rachas e corridas de rua que ajudaram o tornar o seu estilo uma verdadeira febre entre os motociclistas da época.





Apesar de trazer o DNA incomparável de engenharia e estilo da Bonneville T120, a nova Bobber nasceu de uma linhagem inigualável de bobbers personalizadas da Triumph. E oferece personalidade e atitude inconfundíveis. O novo modelo reúne, com perfeição, os princípios de estilo minimalista, sua proposta “muscular” e a atitude que se espera de uma autêntica bobber. Na verdade, as principais características de uma bobber real estão presentes na nova clássica da Triumph: linhas limpas, motor exposto, postura baixa, assento individual, guidão largo, carroceria e farol mínimos, tanque esculpido, rodas com raios cromados, roda traseira mais larga e a essencial traseira com a aparência mais robusta. Com seu motor de 1.200 cc, é uma motocicleta hotrod imponente, musculosa e tão empolgante para observar como também para pilotar.

BONNEVILLE STREET SCRAMBLER
Scrambler


























O conceito de moto Scrambler nasceu na década de 50, para batizar modelos que eram adaptados para disputar corridas de enduro – ganhando itens como pneus para o uso off-road, escapamento alto e guidão largo. O nome veio da expressão em inglês “to scramble”, que significa subir rapidamente uma colina usando os pés e as mãos. Este tipo de moto fez sucesso e logo os fabricantes começaram a lançar modelos com este visual off-road. A Triumph entrou no segmento em 1963, com a Bonneville T-120 TT, de 650 cc, que ficou em produção até 1967. Em 2006, a marca apresentou a Triumph Scrambler, equipada com motor de 865 cc.

A novíssima Triumph Street Scrambler, desenvolvida a partir do bem-sucedido modelo Street Twin, chega ao mercado brasileiro como uma nova opção de motocicleta clássica dentro da família Bonneville. Com motor de 900 cc, a Street Scrambler é uma motocicleta divertida, acessível, contemporânea e que incorpora uma significativa evolução em engenharia e estilo em relação à Triumph Scrambler anterior – que não chegou a ser lançada no Brasil. O novo modelo foi desenvolvido para apresentar o mais belo e objetivo estilo Scrambler, com recursos e detalhes exclusivos, estilo mais rústico e foco no off-road.


























SOBRE A TRIUMPHA Triumph Motorcycles Brazil é uma das 12 subsidiárias da empresa pelo mundo e conta com sede em São Paulo (SP) e fábrica em Manaus. A marca conta com 15 concessionárias nas cidades de São Paulo (SP), Campinas (SP), Ribeirão Preto (SP), São José dos Campos (SP), Porto Alegre (RS), Brasília (DF), Curitiba (PR), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), Goiânia (GO), Florianópolis (SC), João Pessoa (PB), Londrina (PR) e Recife (PE). 

Fonte - Assessoria de imprensa da Triumph






segunda-feira, 12 de junho de 2017

Yamaha Super Ténéré 1200 DX: um verdadeiro "trator", no melhor conceito da palavra

A poderosa Super Ténéré 1200 DX na versão comemorativa aos 60 anos da Yamaha:
máquina para toda estrada
Pilotar uma moto que já foi sete vezes campeã do maior rali do mundo (Paris-Dkar) é um privilégio. Foi com este sentimento que “montei” na Super Ténéré 1200 DX, na cor amarela, comemorativa ao aniversário de 60 anos da Yamaha. A primeira impressão é que você está sobre um trator, no melhor conceito de observação. É o ronco forte do motor, o porte, a arrancada. É aquela motocicleta que pode te levar a qualquer lugar sem vacilo, seja no asfalto ou na terra, daí a razão de ela ser preferida por aventureiros que cruzam o mundo sobre duas rodas. 

Também pudera, a big trail Super Ténéré 1200 DX vem equipada com um motor bicilíndrico, quatro tempos (SOHC), de 8 válvulas, com 1199cc. Esse propulsor é capaz de gerar a potência máxima de 112 cavalos a 7.250 rotações e oferece torque de 11,9kgf.m a 6.000 rotações, em um câmbio de seis velocidades e sistema de partida elétrica.


Motor de 1200 cilindradas que leva a qualquer canto do mundo 
























Construída para aventura, a big trail vem com o sistema YCC-T (Yamaha Chip Controlled Throttle) que entrega um controle otimizado de aceleração e torque. Além disso, ela tem o Drive “D”-Mode, que permite escolher entre os modos de pilotagem touring e sport. Confesso que achei o touring meio “chocho” nas respostas e preferi usar o modo sport, que deixa a moto mais “esperta” nas arrancadas e acelerações. Questão de gosto. Toda essa maquinaria resulta em consumo de combustível que varia entre 15 km/l a 18km/l, dependendo, claro, do modo como você pilota. Equipada com um tanque de 22,6 litros, sendo 3,9 de reserva, ela tem uma boa autonomia para enfrentar longas distâncias. 

Equilíbrio



Suspensão para encarar qualquer tipo de terreno
É uma moto que não permite perder o ponto de equilíbrio, pois são 261 quilos, com todos fluídos a bordo, e uma altura mínima do banco em relação ao solo de 845 milímetros e máxima de 870 milímetros. Pensamento bem, não é tão alta assim, já que o banco da BMW F 800 GS fica a 895 milímetros do chão. Além disso, a altura do banco e suspensão da Super podem ser ajustados de acordo com a estatura do piloto. Se no modo soft, que é o mais macio, eu ficava na ponta dos pés, no modo hard+3, que é o mais esportivo, já conseguia colocar a planta dos pés no chão. Diga-se de passagem que sua suspensão é perfeita para nossas estradas esburacadas e encara as curvas com leveza e precisão.

Obviamente, pelo seu porte, não é uma motocicleta que tem grande desenvoltura no trânsito urbano, mas por ser alta, ela circula livremente nos corredores sem risco de bater em um retrovisor. Aliás, os retrovisores são muito bons, pois permitem uma ampla visão lateral e imediatamente atrás do piloto. Outro detalhe interessante é que mesmo com esse motor de grande porte, ela dissipa muito bem o calor, não esquentando as pernas do piloto.


























Para enfrentar longas estradas, ela vem equipada com o para-brisa, que pode ser ajustado manualmente, soltando as borboletas de cada lado. Mas não consegui uma posição ideal. O vento acabou sendo jogado contra o capacete, causando um belo barulho. A posição de pilotagem é ótima. O banco largo e macio traz conforto em longas viagens. Ajuda também a mudança feita pela Yamaha, que aproximou em 10 milímetros o guidão para perto do piloto, deixando a pilotagem ainda mais confortável.
Painel digital com computador de bordo e muitas funções


O modelo conta com painel digital em LCD, que exibe informações sobre consumo médio, temperatura da refrigeração, hodômetro total e parcial, sistema D-Mode e uma tomada de 12 Volts. O painel é completo mas leva algum tempo para se familiarizar com as diversas funções. Só consegui zerar os odômetros depois de muito fuçar nos comandos. O indicador de marchas é estranho. O número não aparece se a embreagem estiver engatada, ou seja, se você está parado no semáforo não vai saber qual marcha está engrenada. Quanto aos protetores de mão, por algumas vezes, ao invés de acionar a embreagem, acabei apertando o protetor de mão. Talvez estejam muito perto.

E como é uma motocicleta feita para encarar todo tipo de clima e terreno, as manoplas contam com três níveis de aquecimento, extremamente útil para os aventureiros que gostam do Ushuaia ou do Deserto do Atacama. Ela também é dotada de piloto automático, uma ferramenta que pode ajudar em longas viagens. Também tem suporte para GPS.

Na versão Deluxe, a big-trail da Yamaha conta com suspensão eletrônica controlada no comando situado no guidão, com quatro posições pré-programadas e outras 14 ajustáveis. É interessante, pois você indica se a viagem é solo, ou com garupa, carregando duas ou três bolsas laterais, e a suspensão se adapta a este peso. Fácil de usar, pois no painel aparecem desenhos de um ou dois capacetes e das bagagens.






Para segurar este “trator”, a Yamaha dotou a Super com ABS e UBS (Sistema Unificado de Frenagem, que permite frear as duas rodas no mesmo instante), e evita bloqueio durante frenagem brusca ou mudanças repentinas de terreno.

Boa Viagem

Por fim, a Super Ténéré 1200 DX é aquela moto que você pode contar para andar na cidade ou atravessar vários continentes com conforto e segurança. Como disse no início deste texto, ela é um trator na forma mais bonita da palavra, pois ela tem força e capacidade de levar o piloto aos lugares mais bonitos que a natureza criou. Com ela, só resta dizer, boa viagem.



Por Jorge Massarolo

Fotos: Verônica Cardoso e Divulgação





terça-feira, 6 de junho de 2017

Harley-Davidson lança concurso para escolher piloto que fará viagem entre Brasília e Salvador a bordo da Ultra Limited 2017


A lendária marca norte-americana está à procura de um rider para realizar a viagem dos sonhos de Brasília à Salvador pilotando uma Ultra Limited 2017 



Sortudo que vencer o concurso vai pilotar a máquina acima entre Brasília e Salvador

Fonte: Assessoria de Imprensa da Harley-Davidson do Brasil

O sonho de percorrer algumas das mais empolgantes estradas brasileiras pilotando uma emblemática Harley-Davidson, com o vento batendo no rosto, desbravando paisagens inesquecíveis em contato com a natureza, colecionando amizades e experiências ao longo do caminho que vão resultar em histórias memoráveis, poderá se tornar realidade! 

A Harley-Davidson do Brasil está em busca de um piloto para realizar uma viagem de tirar o fôlego, durante 10 dias, cujo trajeto abrange Brasília, Goiás e Bahia, descobrindo algumas das mais belas regiões brasileiras. O Concurso Cultural Rider Wanted faz parte do conceito “Discover More” que tem como objetivo aproximar ainda mais a H-D de seus clientes e entusiastas, promovendo a descoberta de mais lugares, mais paisagens, mais pessoas e mais histórias a bordo de uma motocicleta. 

Para participar, os interessados precisam acessar o site www.riderwanted.com.br e efetuar o cadastro, durante o período de 5 de junho à 30 de julho. Após o registro dos dados, os participantes poderão optar por postar uma frase de, no máximo 10 linhas, ou enviar um vídeo com até dois minutos de duração que melhor responda à pergunta: “Por que eu mereço ser o motociclista escolhido para realizar a viagem dos sonhos?”





























A dinâmica do Concurso Cultural para a escolha do vencedor seguirá alguns critérios previstos em regulamento que envolve a seleção das cinco melhores frases e vídeos, para eleger o motociclista que terá a oportunidade de vivenciar o verdadeiro espírito de liberdade, atitude e irmandade sobre duas rodas.

ROTEIRO DA VIAGEM

1º Dia: A viagem terá como ponto de partida Brasília (DF), com um city tour pela capital federal

2º Dia: De Brasília (DF) para Alto Paraíso de Goiás (GO)

3º Dia: Alto Paraíso de Goiás (GO) = Atividades na Chapada dos Veadeiros

4º Dia: De Alto Paraíso de Goiás (GO) para Barreiras (BA)

5º Dia: De Barreiras (BA) para Lençóis (Chapada Diamantina)

6º Dia: Lençóis = Atividades na Chapada Diamantina

7º Dia: Lençóis = Atividades na Chapada Diamantina

8º Dia: Lençóis (Chapada Diamantina) para Salvador (BA)

9º Dia: Salvador (BA): city tour na companhia do H.O.G.® local

10º Dia: De Salvador para a cidade do vencedor de avião


Para Flávio Villaça, gerente de marketing da Harley-Davidson do Brasil, a companhia tem um posicionamento muito claro e universal de “realizar sonhos de liberdade individual” dos seus clientes e admiradores. “Pegar estrada a bordo de uma H-D é uma oportunidade única de rodar sem destino, se sentir livre, pois o que realmente importa são as histórias colecionadas ao longo do caminho, onde você tem a oportunidade de ser o protagonista. Quando você está de carro, enxerga a paisagem sob um aspecto completamente diferente da visão que se tem quando está em uma motocicleta. Viajar de moto, pode ser o ponto inicial para uma ideia inovadora, pode ser uma terapia relaxante ou, simplesmente, um momento único junto aos amigos ou da família”.




Afinal de contas, não é sobre o número de quilômetros. São as experiências vivenciadas ao longo do caminho e as histórias que se tem para contar. Pilotar uma Harley-Davidson é muito mais do que simplesmente ver a paisagem. É a oportunidade única de fazer parte dela, diz Villaça. 











quinta-feira, 11 de maio de 2017

Harley-Davidson Street Glide Special, prazer em pilotar


Modelo 2017 da fabricante norte-americana ganhou o motor Milwaukee-Eight 107, com 10% a mais de torque, e nova suspensão


Harley-Davidson Street Glide Special ano 2017: elegância, estilo e potência
Por Jorge Massarolo

Viajar com estilo, elegância, potência no acelerador e ouvindo uma boa música. Não, não estou falando de um carro, mas sim da Harley-Davidson Street Glide Special ano 2017, uma motocicleta touring pra lá de especial. Acelerei a icônica moto da fabricante norte-americana, que agora vem equipada com o novo motor Milwaukee-Eight 107, o 9º na linha sucessória da marca, e nova suspensão.

Considerado pela fabricante um dos motores mais potentes e de desempenho mais extraordinário da história da H-D, o novo propulsor, de 1.750 cilindradas cúbicas, produz até 10% mais torque que o modelo anterior, é mais econômico, oferece uma resposta mais rápida à aceleração e, segundo a fabricante, reduziu em 75% a vibração quando em marcha lenta, graças ao novo sistema de contrabalanceamento interno.


Conforto a bordo para longas viagens























“O novo Milwaukee-Eight carrega a herança dos motores Big Twin produzidos pela Harley-Davidson, no entanto, é um novo motor, com melhor desempenho, durabilidade e novo estilo”, explica Alex Bozmoski, chefe de Engenharia Mecânica da empresa. Mantendo a angulação de 45 graus clássica dos motores Harley-Davidson V-Twin, o Milwaukee-Eight apresenta cabeçotes de quatro válvulas que oferecem 50% mais fluxo de admissão e escapamento. Os novos propulsores são oferecidos em duas configurações: o Milwaukee-Eight de 107 polegadas cúbicas de deslocamento e 1.750cc em duas versões, Air-Cooled e Twin-Cooled, e o Twin-Cooled Milwaukee-Eight 114, de 1.870 cilindradas. A Harley-Davidson não divulga a potência.


De acordo com a H-D, ele é 11% mais rápido de 0 a 100 km/h e de 100 a 120km/h que o modelo anterior. Ele mantém o mesmo peso, por isso, a potência extra contribui para melhor desempenho da aceleração. Outra melhoria é que ele dissipa bem o calor, não esquentando as pernas do piloto e do passageiro, devido ao novo sistema de escapamento.

Apesar de a empresa dizer que a vibração diminuiu, ela
ainda faz os braços tremerem em marcha lenta
Não há a menor dúvida da potência deste motor. Ao acionar a ignição, tem-se a impressão de estar ligando um carro. É um ronco forte e basta tocar de leve no acelerador que ele responde de imediato. É um show de máquina. No entanto, a prometida redução de vibração não foi sentida. Parado em marcha lenta no semáforo os braços tremem bastante.

Outra mudança significativa foi na suspensão, que ficou mais macia e aderente ao solo. Os novos amortecedores traseiros pressurizados oferecem de 15% a 30% mais ajustes de pré-carga do que os antigos, sem a necessidade de ferramentas, basta girar um botão. A suspensão dianteira Showao, com tecnologia derivada das corridas, tem funcionamento linear e peso reduzido. O diâmetro do garfo foi aumentado para 49mm, um ganho de 18%. O modelo têm freios Brembo combinados com ABS e Reflex, isto é, os freios dianteiros e traseiros são conectados eletronicamente para oferecer a quantidade de frenagem certa para cada pneu, independentemente das condições da estrada.

Rainha da estrada

Painel da Street Glide é completo, colorido e permite a conexão com vários equipamentos


Pilotar uma Street Glide é um charme, mas controlar seu enorme porte e peso (376kg) exigem habilidade do piloto. Obviamente, não é uma moto para brincar no trânsito. Seu destino é a estrada, onde ela se sente rainha. E qualidades não lhe faltam.

Além do conforto do banco, esculpido em um formato mais profundo e contornos estreitos na parte da frente, para aliviar a pressão sobre as coxas, ela oferece regalias que garantem um passeio ou viagem tranquila. Os bagageiros laterais são extremamente úteis e têm capacidade para levar até 69 litros em bagagens, podendo ser abertos ou fechados em um toque. O tanque, com 22,7 litros, garante uma autonomia razoável. Não foi possível fazer uma média de consumo, mas presume-se que um motor de 1.750cc não seja lá muito econômico.

Pilotar ouvindo uma boa música é o que há de bom. O sistema de som da Street Glide, formado por rádio BOOM Box 6.5GT, oferece 75 watts por canal e inclui um novo sistema de compensação, que não se limita a alterar o volume em velocidades diferentes. Ele muda o nível dos graves e agudos para conseguir o melhor som – não importa se você está mantendo a velocidade em uma via ou acelerando em um trecho aberto de estrada. O som é reproduzido por alto-falantes instalados em caixas vedadas.

Baús podem levar até 60 litros em bagagem
Se você não quer ouvir rádio, basta conectar seu iPhone, iPode ou outros aparelhos compatíveis em uma porta USB. Ou então, reproduza as músicas do seu celular via bluetooth. Fiz isso em uma viagem ao pôr do sol e a sensação é maravilhosa.




O painel da Street Glide, acoplado na ampla carenagem, é formado por um display de 6,5 polegadas, colorido, com touch screen, que coloca todas as informações na sua frente, de fácil leitura. Apesar de tudo isso, o GPS na moto avaliada estava desatualizado. Não constava o prolongamento do anel viário da rodovia Anhanguera até a Bandeirantes, inaugurado em dezembro de 2015.




A lista de acessórios e qualidades na moto é grande, mas o fato é que pilotar uma Harley-Davidson nunca foi tão bom. A Harley-Davidson Street Glide Especial é bonita, tem um visual limpo e oferece o que todo motociclista gosta, potência, velocidade e conforto. É um estilo de vida.












quarta-feira, 26 de abril de 2017

Modelo 2017 da BMW F 800 GS vem como dois modos de condução e acelerador eletrônico



BMW F 800 GS, modelo 2017 vem nas cores preto, cinza e branco: novos grafismo, protetor de cárter e mais tecnologia embarcada - Foto: Divulgação


Por Jorge Massarolo

Chega nos próximos dias à rede de concessionárias autorizadas BMW a F 800 GS, ano 2017, com mudanças significativas em relação ao modelo anterior. Em termos de tecnologia, a motocicleta passa a oferecer, de série, acelerador Ride-by-Wire (sem cabo), os modos de condução Rain (pista molhada) & Road (estrada), que têm como função gerenciar as respostas de aceleração e frenagem, atuando em conjunto com os sistemas ABS e o controle automático de estabilidade (ASC). A fabricante ressalta que todas as melhorias não alteraram o preço final da moto, que é de R$ 45.900,00. Ela vem nas cores preto, cinza e branco.

A lista de aprimoramentos inclui novo escapamento em aço inox, com desenho mais moderno; painel de instrumentos, que passa a exibir novos layout e grafismos nos mostradores analógico e digital. Além dos itens de série já citados, ela tem amortecedor traseiro com ajustes de retorno e pré-carga, regulagem dos manetes de freio e embreagem, freio dianteiro com disco duplo, imobilizador eletrônico, lanterna traseira em LED, para-brisa alto, protetores de cárter e mãos, rodas raiadas, tomada de 12V e transmissão por corrente.

A motocicleta será disponibilizada com pacote Premium que acrescenta ainda ajuste eletrônico de suspensão (ESA), manoplas com aquecimento, computador de bordo, luzes indicadoras de direção em LED, cavalete central e controle automático de estabilidade (ASC). Lançada no Brasil em 2009, a big trail é produzida desde o ano passado na nova fábrica da BMW em Manaus.

Acelerando o modelo 2016 poucos dias antes do lançamento
do modelo 2017: força, robustez e banco alto
Foto: César Rodrigues























As mudanças eram mais que necessárias diante do crescimento das concorrentes no mercado, especialmente da Triumph Tiger 800, que já conta com três modos de condução (road, off-road e rider ajustável) e controle de velocidade cruzeiro. 

Modelo 2016
Poucos dias antes do lançamento do atual modelo, acelereiu a versão 2016, que havia passado por facelift, com mudanças na carenagem, aletas laterais pintadas de prata, novo acabamento no tanque e grafismos no painel de instrumentos, entre outras mudanças. 

A motorização não mudou. O modelo 2017 mantém a forte arrancada e robusta aceleração, garantidas pelo motor de dois cilindros e quatro válvulas de 798 cilindradas, que geram 85 cv de potência (a 7.500 rpm), tem torque máximo de 83 Nm, a partir de 5.750 rpm, conectados à caixa de marchas com 6 velocidades. Além disso, pode-se dizer que é econômico para a cilindrada. Fez a média de 21 km/l rodando estrada, terra e cidade. O tanque tem capacidade para 16 litros, sendo 4 de reserva. 


Manobras
A ciclística continua sendo um ponto forte e garante rápidas mudanças de trajetórias e facilidade de manobra em baixa velocidade. A BMW F 800 GS se comporta muito bem no trânsito pesado, responde rápido ao acelerador e tem potência de sobra. Sua leveza - 207kg  com todos os fluídos -, ajuda muito. Em estradas de terra ela se sente em casa. Somente é preciso desligar o controle de tração para fazer o pneu traseiro jogar pedras para trás, caso contrário, o sistema inteligente corta a aceleração. As rodas raiadas, de 21 polegadas na frente e 17 na traseira, respondem muito bem e garantem uma boa diversão. 

O quadro é de aço tubular treliçado, com o motor atuando como elemento estrutural.  A suspensão dianteira é formada por garfo invertido de 45mm e a balança traseira é de alumínio com amortecedor centralizado. Os ajustes eletrônicos permitem três modos de suspensão, conforto, normal e sport, que mudam a rigidez do amortecedor. Para segurar a fera, a BMW equipou a F 800 GS com sistema de freios de alto desempenho BMW Motorrad ABS, com disco duplo flutuante na frente de 300mm, e simples atrás de 265mm.



Motocicleta adora pegar uma estrada de terra, mas é preciso
desligar o controle de tração para jogar poeira para trás
Foto: César Rodrigues





















Ponto negativo, se é que se pode considerar negativo, é o banco a 895 milímetros do chão, um problemão para baixinhos. Acima de 140km/h é possível sentir uma leve vibração nas pedaleiras. Também seria conveniente instalar um protetor no escapamento para evitar queimaduras, como ocorreu com minha garupa ao descer da moto. O para-brisa fixo, e baixo, não ajuda a desviar o vento, que é jogado no capacete do piloto, causando turbulência. 

Painel
Destaque para o painel digital completo, com computador de bordo, indicador de marcha, horário, consumo instantâneo, médio, hodômetros total e parcial, marcador de temperatura, tudo facilmente acionado em um botão no manete esquerdo. O conta-giros e o velocímetro são analógicos, no entanto, os números do velocímetro estão muito próximos, o que dificulta saber exatamente a velocidade num rápido bater de olhos.


Conforto e pegada forte na trilha ou asfalto
Foto: César Rodrigues

Motociclista adora ouvir o ronco do motor, que é a característica de uma motocicleta. O da F 800 GS é discreto e grave, bonito de se ouvir, que demonstra potência e força. Enfim, é uma motocicleta para “toda obra”, com um DNA aventureiro, pronta para enfrentar qualquer desafio off-road e on-road, e capaz de levar seu piloto para aventuras mundo afora com conforto, tecnologia e motorização. Basta montar seu roteiro e boa viagem.